escritos:

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

as sombras e os vazios

sai como quem sai sem rumo, num mundo em que rumo é o supra sumo da sanidade.
sai como que vai, soturno, comprar anestésicos para alimentar uma ansiedade.
o olhar sai perdido nos cantos que não interessam ninguém. o vazio das coisas.
onde cai o relógio analógico e quebram os ponteiros, sai atrasado para sempre.
logo mais na reta rua sem seta, alerta, desperta e acorda em frente ao céu.
a luz que atravessa todas as nuvens o atravessa e cai esburacando tudo.
a lógica que faziam todas as coisas que possuía era mais um surto surdo.
os passos atravessados e os copos esvaziados, o seu corpo vai sem rumo.

1 comentários:

Luiza disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

Arquivo do blog

Quem sou eu