a unb já tem um aroma.
o aroma é fundamental.
por que é esquecido quando
listamos o que
é fundamental?
é a essência do aroma
que é fundamental
ou seu fundamento
é essencial?
calçou o tênis no banco
do carona:
saiu atrasado, mas já era tradição.
resolveu alguma conta no banco
do brasil.
saiu do ida, mas já era sua missão.
resolveu ligar e ir pro chico.
na quadra, alguns amigos no banco
do parquinho.
saiu defumado, mas era a previsão.
resolveram a fome no banco
da padaria.
comprou cigarros, mas era compulsão.
desenhou anônimos inanimados
desanimados.
mas era a sua lição.
ligou para outro número no banco
de dados.
jogou os dados contra o infinito.
mas era diversão.
sorriu no apertado abraço.
mas era solidão.
chegou em casa,
pensou alguma obscenidade
tirou até a essência do tênis,
da meia e do pé.
sentado aparenta sanidade
em mais algum banco
de plástico.
escritos:
sexta-feira, 23 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
o zangão e a pedra no meio do rio.
que triste é a substituição injusta.
trocam-se amigos insubstituíveis
por descartáveis alucinógenos que
traíriam a confiança assim que
os fosse possível. ou sempre que.
o zangão e a pedra no meio do rio:
o zangão protege, guarda, sentinela,
a pedra que está ancorada no rio.
a pedra em sua sabedoria, idade,
acolhe o zangão sentinela.
e não haverá outro zangão
que a pedra há de sorrir em segurança.
eu não sou a pedra ou o zangão.
sou o espectador substituído.
me entristece quão sou perecível.
a pedra é eterna em sua fortaleza aquática.
fui rejeitado pelo rio e avisado pelo zangão.
dos inimigos, não esperai hospitalidade,
demonstrai respeito e força.
os amigos não são os que vão,
são os que voltam.
reflito sobre o reflexo do conflito no rio:
é bom ser cuidado. e cuidar de amigos.
trocam-se amigos insubstituíveis
por descartáveis alucinógenos que
traíriam a confiança assim que
os fosse possível. ou sempre que.
o zangão e a pedra no meio do rio:
o zangão protege, guarda, sentinela,
a pedra que está ancorada no rio.
a pedra em sua sabedoria, idade,
acolhe o zangão sentinela.
e não haverá outro zangão
que a pedra há de sorrir em segurança.
eu não sou a pedra ou o zangão.
sou o espectador substituído.
me entristece quão sou perecível.
a pedra é eterna em sua fortaleza aquática.
fui rejeitado pelo rio e avisado pelo zangão.
dos inimigos, não esperai hospitalidade,
demonstrai respeito e força.
os amigos não são os que vão,
são os que voltam.
reflito sobre o reflexo do conflito no rio:
é bom ser cuidado. e cuidar de amigos.
Assinar:
Postagens (Atom)
