naquela noite, comportara-se bem
choveu olhares discretos
em todos os desavisados convidados.
mas procurava algum alguem.
já o decepcionara antes e
arrependia-se, mas nem tanto.
precisava de sexo,
era homem, portanto.
com avisadas escapadas
se dirigia para outro canto
chover pó branco sobre
um encantado convidado.
naquela noite não chovia,
mas tinha saudade.
e que noite não tinha?
há meses que não a via.
e o copo recheado de
um líquido castanho
havia de confirmar:
estava estranho
mas os desavisados
convidados, à mesa,
se divertiam, riam.
mas algum alguém
também o via e tão bem
bebia do mesmo
cheiroso líquido.
e a diversão começa,
tarde, duas pessoas
sem pressa.
além dos beijos de praxe,
uns arranhões e tapas,
mas tudo no mais perfeito
encaixe.
escritos:
sexta-feira, 4 de abril de 2008
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5 comentários:
leve, quentinho e fresco!
como vc diz... impessoal!
amei, me deu vontade de estar lá.
principalmente qdo começam os arranhoes e os tapas!
ops, falei!
gostei.
menos de "precisava de sexo,
era homem, portanto."
e pelo comentário anterior me parece não ser impessoal, sim particular, privado. Em abril as coisas começam e quando começam assim é preciso repensar..
Nossas gestações são simbióticas, por isso é tão dolorido parir.
Te amo por escrever e ter gosto por isso
Separa um livro pra mim e uma tatuagem
Hj fui no IdA e pensei em vc: "Como era mesmo gostar da universidade?"
Beijo!
como é não gostar da universidade!?
e sobre 'precisava de sexo'
é qualificando essa necessidade como física e masculina.
eu ainda não posso falar pelas mulheres, nunca fui uma. mas respeito todas as necessidades delas. sem preconceitos.
e nem sempre sou eu que escrevo. o escrito se escreve. e o amo por isso.
não gostar da universidade é sabe-la não universal e nem diversa.
eu sendo mulher sinto-me bem em falar que 'precisar de sexo' é bem mais provável enquanto qualidade e gênero feminos. creio sim que mulheres não sabemos falar aos homens e que estes não estão atentos à nós conhecer...
ainda bem que não é preciso sempre falar, pode ser escrito
Eita porra!
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