segunda-feira, 5 de maio de 2008

o zangão e a pedra no meio do rio.

que triste é a substituição injusta.
trocam-se amigos insubstituíveis
por descartáveis alucinógenos que
traíriam a confiança assim que
os fosse possível. ou sempre que.
o zangão e a pedra no meio do rio:
o zangão protege, guarda, sentinela,
a pedra que está ancorada no rio.
a pedra em sua sabedoria, idade,
acolhe o zangão sentinela.
e não haverá outro zangão
que a pedra há de sorrir em segurança.
eu não sou a pedra ou o zangão.
sou o espectador substituído.
me entristece quão sou perecível.
a pedra é eterna em sua fortaleza aquática.
fui rejeitado pelo rio e avisado pelo zangão.
dos inimigos, não esperai hospitalidade,
demonstrai respeito e força.
os amigos não são os que vão,
são os que voltam.
reflito sobre o reflexo do conflito no rio:
é bom ser cuidado. e cuidar de amigos.

2 comentários:

Anônimo disse...

BRAVO!
espero nunca ir...
para nao ter que voltar!
embora a volta seja sempre muito feliz e reconfortante, eu ainda prefiro a segurança da amizade nao perecivel!
apaixonado.

... disse...

Não fui.
não volto.
Mas posso ser amiga?

Quem sou eu