quinta-feira, 12 de junho de 2008

o despovoador.

propriedade privada:
descarga em fluxo de
movimento despovoador
de neurônios, anônimos.
experimentar a cada
fantasma neural, de dor,
de ser, desejar, a tal
ponto de co-existir
com o problema-saudade.
dor é solução de aviso,
solução via-oral,
tristeza veio em riso.
despovoarei meu excesso,
o excesso de presença
no deserto do seu riso.
mesmo sem bilheteria
haveria de ser projetado
em cada buraco, odiado,
expulsado, rejeitado,
operado e operador,
imperador e imperado,
como em cena queimada,
como em corpo sem órgãos,
os buracos inoperantes e
inoperáveis: os olhos.
olhos grandes, de mulher,
pra ser sucesso de qualquer
bilheteria, e você saberia:
quero colocá-la junto
da minha histeria.

2 comentários:

Aqui na Terra tão ditando o popular disse...

quero entrar na sua histeria de forma que o seu excesso seja o meu consumo primário numa cadeia sem predador.
quero o teu sorriso deserto e teu olho para,assim, eu conseguir rir e te olhar de forma que deforme a negação do pensamento.
quero transpirar saudade num momento de sus(piração).
quero me sentir povoada por um despovoador.

... disse...

Tudo é bem confuso. E o confuso me fascina. Não gosto de propriedades privadas. Prefiro distribuir o que tenho de bom por ai. Por mais que doa, por mais que marque. Simples assim: distribua. A saudade é contínua. A dor também. Pra quer se preocupar,meu bem? Sempre há novas bilheterias nas ruas sem esquinas.

Quem sou eu