emergiu do papel como se de lá pertencesse:
a tinta preta borbulhando em linhas tortuosas.
gostosas sensações perpassando as retinas.
fugiria do olhar tudo que alguém percebesse.
qual é a média populacional daqui de dentro?
são tantos os que querem e tantos que temem.
e de onde vem todo esse vento?
são formas que formam pessoas e pessoas erram.
o que desliga e liga cada um dos pensamentos?
é impressionante como sempre tenho o que pensar.
mas nem sempre tenho o que dizer.
quer dizer, dizer pra fora.
aqui dentro tem sempre prosa.
mas eu sinto falta de conversar com você,
que entende a maioria dos pensamentos.
e, às vezes, solta uma risada gostosa
de alguma piada ou outra coisa engraçada.
faz falta. na minha população interna, você falta.
e a tinta escorre desorientada.
escritos:
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
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3 comentários:
diego desorientado que orienta quem tá em volta. que sorte a minha!
SEMPRE bem mal ditos prazeres-líquidos semi-cerebrais
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