quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

emergiu do papel como se de lá pertencesse:
a tinta preta borbulhando em linhas tortuosas.
gostosas sensações perpassando as retinas.
fugiria do olhar tudo que alguém percebesse.

qual é a média populacional daqui de dentro?
são tantos os que querem e tantos que temem.
e de onde vem todo esse vento?
são formas que formam pessoas e pessoas erram.
o que desliga e liga cada um dos pensamentos?

é impressionante como sempre tenho o que pensar.
mas nem sempre tenho o que dizer.
quer dizer, dizer pra fora.
aqui dentro tem sempre prosa.

mas eu sinto falta de conversar com você,
que entende a maioria dos pensamentos.
e, às vezes, solta uma risada gostosa
de alguma piada ou outra coisa engraçada.
faz falta. na minha população interna, você falta.

e a tinta escorre desorientada.

3 comentários:

Mirella Façanha. disse...

diego desorientado que orienta quem tá em volta. que sorte a minha!

Dagô disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dagô disse...

SEMPRE bem mal ditos prazeres-líquidos semi-cerebrais

Quem sou eu