sou da psicodelia,
sou da subversão,
sou da boêmia,
sou da alucinação,
sou da vida,
sou da loucura.
sou com.
sou de ninguém,
sou da saudade,
sou da praia,
sou alguém,
sou som.
sou inútil,
incapaz,
inerte, incerto,
inominável,
abominável,
indiscreto.
escritos:
quarta-feira, 25 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
fotógrafo fotofóbico -parte 2
jornalista e jornaleiro nunca saberão
toda a apoteose hipotética de viver
do fotógrafo,
acabara se revelando em vão.
maneirista e maconheiro,
elitista e grande grileiro,
o fotógrafo:
desobstrui o obturador
que então, queima a ação
-queima congelando, então-
e sente ser e obter a dor.
máquina maquiavélica,
câmara de lentes e entes,
câmera de dentes e sabor.
o fotógrafo: fobia de existir.
toda a apoteose hipotética de viver
do fotógrafo,
acabara se revelando em vão.
maneirista e maconheiro,
elitista e grande grileiro,
o fotógrafo:
desobstrui o obturador
que então, queima a ação
-queima congelando, então-
e sente ser e obter a dor.
máquina maquiavélica,
câmara de lentes e entes,
câmera de dentes e sabor.
o fotógrafo: fobia de existir.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
o despovoador.
propriedade privada:
descarga em fluxo de
movimento despovoador
de neurônios, anônimos.
experimentar a cada
fantasma neural, de dor,
de ser, desejar, a tal
ponto de co-existir
com o problema-saudade.
dor é solução de aviso,
solução via-oral,
tristeza veio em riso.
despovoarei meu excesso,
o excesso de presença
no deserto do seu riso.
mesmo sem bilheteria
haveria de ser projetado
em cada buraco, odiado,
expulsado, rejeitado,
operado e operador,
imperador e imperado,
como em cena queimada,
como em corpo sem órgãos,
os buracos inoperantes e
inoperáveis: os olhos.
olhos grandes, de mulher,
pra ser sucesso de qualquer
bilheteria, e você saberia:
quero colocá-la junto
da minha histeria.
descarga em fluxo de
movimento despovoador
de neurônios, anônimos.
experimentar a cada
fantasma neural, de dor,
de ser, desejar, a tal
ponto de co-existir
com o problema-saudade.
dor é solução de aviso,
solução via-oral,
tristeza veio em riso.
despovoarei meu excesso,
o excesso de presença
no deserto do seu riso.
mesmo sem bilheteria
haveria de ser projetado
em cada buraco, odiado,
expulsado, rejeitado,
operado e operador,
imperador e imperado,
como em cena queimada,
como em corpo sem órgãos,
os buracos inoperantes e
inoperáveis: os olhos.
olhos grandes, de mulher,
pra ser sucesso de qualquer
bilheteria, e você saberia:
quero colocá-la junto
da minha histeria.
sábado, 7 de junho de 2008
fotógrafo fotofóbico -parte 1
liqüidificador liqüifazendo um
másculo músculo pulsante:
feito falecido, sem falácia,
o fotógrafo fotofóbico.
com ação, seu coração é
bebida servida, sem vida
numa festa junina.
por menos do que vemos:
um quinhão, o quentão
misturado ao triturado coração
do torturado, fotografado,
fotógrafo fotofóbico.
másculo músculo pulsante:
feito falecido, sem falácia,
o fotógrafo fotofóbico.
com ação, seu coração é
bebida servida, sem vida
numa festa junina.
por menos do que vemos:
um quinhão, o quentão
misturado ao triturado coração
do torturado, fotografado,
fotógrafo fotofóbico.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
a unb já tem um aroma.
o aroma é fundamental.
por que é esquecido quando
listamos o que
é fundamental?
é a essência do aroma
que é fundamental
ou seu fundamento
é essencial?
calçou o tênis no banco
do carona:
saiu atrasado, mas já era tradição.
resolveu alguma conta no banco
do brasil.
saiu do ida, mas já era sua missão.
resolveu ligar e ir pro chico.
na quadra, alguns amigos no banco
do parquinho.
saiu defumado, mas era a previsão.
resolveram a fome no banco
da padaria.
comprou cigarros, mas era compulsão.
desenhou anônimos inanimados
desanimados.
mas era a sua lição.
ligou para outro número no banco
de dados.
jogou os dados contra o infinito.
mas era diversão.
sorriu no apertado abraço.
mas era solidão.
chegou em casa,
pensou alguma obscenidade
tirou até a essência do tênis,
da meia e do pé.
sentado aparenta sanidade
em mais algum banco
de plástico.
o aroma é fundamental.
por que é esquecido quando
listamos o que
é fundamental?
é a essência do aroma
que é fundamental
ou seu fundamento
é essencial?
calçou o tênis no banco
do carona:
saiu atrasado, mas já era tradição.
resolveu alguma conta no banco
do brasil.
saiu do ida, mas já era sua missão.
resolveu ligar e ir pro chico.
na quadra, alguns amigos no banco
do parquinho.
saiu defumado, mas era a previsão.
resolveram a fome no banco
da padaria.
comprou cigarros, mas era compulsão.
desenhou anônimos inanimados
desanimados.
mas era a sua lição.
ligou para outro número no banco
de dados.
jogou os dados contra o infinito.
mas era diversão.
sorriu no apertado abraço.
mas era solidão.
chegou em casa,
pensou alguma obscenidade
tirou até a essência do tênis,
da meia e do pé.
sentado aparenta sanidade
em mais algum banco
de plástico.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
o zangão e a pedra no meio do rio.
que triste é a substituição injusta.
trocam-se amigos insubstituíveis
por descartáveis alucinógenos que
traíriam a confiança assim que
os fosse possível. ou sempre que.
o zangão e a pedra no meio do rio:
o zangão protege, guarda, sentinela,
a pedra que está ancorada no rio.
a pedra em sua sabedoria, idade,
acolhe o zangão sentinela.
e não haverá outro zangão
que a pedra há de sorrir em segurança.
eu não sou a pedra ou o zangão.
sou o espectador substituído.
me entristece quão sou perecível.
a pedra é eterna em sua fortaleza aquática.
fui rejeitado pelo rio e avisado pelo zangão.
dos inimigos, não esperai hospitalidade,
demonstrai respeito e força.
os amigos não são os que vão,
são os que voltam.
reflito sobre o reflexo do conflito no rio:
é bom ser cuidado. e cuidar de amigos.
trocam-se amigos insubstituíveis
por descartáveis alucinógenos que
traíriam a confiança assim que
os fosse possível. ou sempre que.
o zangão e a pedra no meio do rio:
o zangão protege, guarda, sentinela,
a pedra que está ancorada no rio.
a pedra em sua sabedoria, idade,
acolhe o zangão sentinela.
e não haverá outro zangão
que a pedra há de sorrir em segurança.
eu não sou a pedra ou o zangão.
sou o espectador substituído.
me entristece quão sou perecível.
a pedra é eterna em sua fortaleza aquática.
fui rejeitado pelo rio e avisado pelo zangão.
dos inimigos, não esperai hospitalidade,
demonstrai respeito e força.
os amigos não são os que vão,
são os que voltam.
reflito sobre o reflexo do conflito no rio:
é bom ser cuidado. e cuidar de amigos.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
o homem polifônico mata ao som de uma orquestra
de microfonias filarmônicas, jovial e ainda honesta.
a sua pressa impede que perca a peça.
a sua dor impede que seja mais um erro em versos.
por entre as lâminas de barbear escorre sangue.
por entre as testemunhas, nenhuma sobrevive.
o homem polifônico ataca outras vezes.
ainda há de bater em minha porta,
ou me mandar uma mensagem de prelúdio.
mas nada há de temer!
a morte é certa. a dor ainda flerta.
o ser já não quer mais ser: deixa a vaga.
o intenso som de microfonias não pára.
o frenesi de ataques mortíferos tampouco.
o meu maior pesadelo -fora a colisão aérea-
é perder a insanidade e ficar menos louco.
por que a morte é certa. o tempo que não.
nicola tesla perceived the Earth as an acoustic conductor.
de microfonias filarmônicas, jovial e ainda honesta.
a sua pressa impede que perca a peça.
a sua dor impede que seja mais um erro em versos.
por entre as lâminas de barbear escorre sangue.
por entre as testemunhas, nenhuma sobrevive.
o homem polifônico ataca outras vezes.
ainda há de bater em minha porta,
ou me mandar uma mensagem de prelúdio.
mas nada há de temer!
a morte é certa. a dor ainda flerta.
o ser já não quer mais ser: deixa a vaga.
o intenso som de microfonias não pára.
o frenesi de ataques mortíferos tampouco.
o meu maior pesadelo -fora a colisão aérea-
é perder a insanidade e ficar menos louco.
por que a morte é certa. o tempo que não.
nicola tesla perceived the Earth as an acoustic conductor.
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