nem toda a tinta do mundo vai te salvar.
você pode pegar suas bibliotecas e partir.
pare com a auto-sabotagem e esconderijos,
perigosos esconderijos da malandragem.
uma redoma de páginas manchadas de sangue
e decoradas com mofo. fungomegalomania.
perdidos em risos e rimas criminosas:
viagem desconhecida de volta da libertinagem.
cadáveres de homens outrora, afáveis.
se cartola mentiu, silenciarei às rosas.
perder o rancor do temor de cair do abismo.
a partir do exato fato que, chato, me empurrou.
você pode se jogar de um prédio em chamas...
e se o prédio não estiver em chamas, ateie.
na sua moda muda, terá teia, fãs e famas.
mas não se engane ou acredite em verdades:
os olhos dos que te amam, não te amam, te olham.
não espere que os olhos sejam mais calorosos.
dos olhos, espere que sejam apenas mais olhos:
e outras rimas de criminosos.
escritos:
quinta-feira, 6 de março de 2008
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Um comentário:
"se cartola mentiu, silenciarei às rosas." olhos não rimam. você fala de coração. há outros olhos além dos olhos que olham. mais mas olhos são importantes. agora, por exemplo, eu olho o seu texto. pior que os olhos não terminam nunca, e também o melhor de tudo, talvez.
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