o segurança do condomínio passa e o meu cachorro desconfiado late.
um grilo emite um som ritmado e irritante. bebi leite com chocolate.
a confusão cotidiana contudida claustrofóbica corrompedora de mente
um órgão novo: celular telepático radiotivo de aparelhagem aparente.
cibelle em voz suave e ruídos destorcidos pede pra não ser comida.
sua voz suave suavidade sua gravidade sua vez sua voz suave,
o sabonete líquido patético pede pra ser sentido. letras sem vida.
sua presença se liquefez na minha retina cristalina derretida...
como o rugido voraz da turbina do avião que arranha grave.
a visão previsão profusão determina o que escorre pelas paredes e
o rubor escarlate do líquido pulsado pelos vasos oculares ocultados.
a cidade não se lembra de mim, mas eu conheço e fiz cada caminho
eu conheço esse ser nefasto que não me conhece. sem ovos no ninho.
então, tudo que poder ser sentido pode ser um sentido alucinado.
é possível então a cidade ser apenas uma alucinação que eu vivo
ou eu posso ser uma alucinação da cidade, mas que ela ainda não sentiu.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
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3 comentários:
solidão vespertina atenta ao som do sono do todo...
meu nome é anônimo recorrente...
o celular vira um orgão alelo.
pelas aguas daqui, também.
eu penso não só possível, mas certo.
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