ironicamente sorriu para o desenho que fez.
desenhou morte e desenhou flores. distração.
perdeu horas rabiscando, rasgando, pensando.
nunca muito interessado no desenho. atenção:
é intangível um sorriso sincero, sem máscaras.
incomodava que não soubesse desenhar sorrisos.
fosse este o motivo por não sorrir mais?
uma chamada não atendida e o que é a vida?
ainda decorado vários números que não liga.
desenhando vários personagens que, sei lá,
chamaria de amigos. e os trataria igualmente.
rabiscando usou de várias cores, irracionalmente.
sua mente já desbotou e agora é monocromática.
bactérias e genocídios, formas e deformações.
televisores caindo dos céus e buquês de flores.
nenhum dos amigos tem olho, apesar de assistirem.
bando de urubus carniceiros e um corpo estatelado.
não devia passar tanto tempo desenhando e escrevendo.
cada vez mais, sua mente vai escurecendo.
escritos:
sábado, 27 de junho de 2009
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Um comentário:
me provoca o que vejo aqui, gosto do que leio!
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