domingo, 12 de julho de 2009

depois eu continuo.

espremeu o gatilho de manhã cedo.
hoje teria chumbo, ao invés de café.
já havia atirado outras vezes, claro.
mas essa foi a primeira em novo alvo.
e foi também a última, mirando no céu
da própria boca. difícil até de errar...
a última noite de ronda foi a pior:
tirou a vida de vários desconhecidos,
acumulou mais juras de morte
-que pagou com o próprio calibre 38-,
devia dinheiro, devido ao vício.
sabia que era humano, só não queria mais ser.

e agora sua trajetória fúnebre começa,
logo que pinta a parede do corredor,
causando choque aos moradores.
ninguém quer ver tanto vermelho
na parede de casa, logo tão cedo do dia..

Um comentário:

geralda disse...

"ninguém quer ver tanto vermelho
na parede de casa, logo tão cedo do dia.."
ae mano, vai fundo que tá com cara de masterpiece.

Quem sou eu